
Dois motivos muito claros não me fizeram relaxar com a dieta depois do casamento: o primeiro, é que eu não cheguei ao final do meu desafio, apesar de não querer mais perder dos 23kg que me fizeram criar esse blog. O segundo é que estava morrendo de medo de engordar tudo que tinha emagrecido até aqui depois do grande dia.
É bem natural, depois de tanta correria e emoção, que as noivas “relaxem” e acabem se afundando nas comilanças… Sobrou bem casado, bolo, cupcakes da mesa de doces… E aí que mora o perigo. Eu, pra completar, tive o aniversário do marido, o meu aniversário e um feriadão. Confesso que enfiei o pé na jaca no feriado: nhoque, pão de milho, lasanha, chocolate, cupcakes, pizza… uma infinidade de comidas deliciosas e que eu nunca mais tinha comido tudo de uma vez, eeheeh. Tudo bem, tava merecendo mesmo, mas o risco é seguir no descontrole e na bagunça alimentar depois que as festividades terminam.
Eu mantive algumas regrinhas, pra não perder total a linha no baile: obrigatoriamente, o café da manhã tinha que ter frutas, almoço e jantar deviam ter salada, e não comer fora de hora estavam na lista. De volta pra casa, vida normal, cardápio normal, e até uns legumezinhos e um arroz integral a mais pra “desintoxicar”. No mais, chá verde de litro e não fugir da academia! Confesso que não sei se vou conseguir ir na Body One essa semana, mas a culpa é do volume de trabalho, não da preguiça!
Acho que o mais importante é lembrar que a dieta não pode mais ser um evento fora da vida normal, tem que ser rotina. Não pode ser encarado como um sofrimento que a gente passa por um período e depois larga de mão. Se dar o direito de escorregar, exagerar, faz parte e deve acontecer de vez em quando. Mas comida não pode virar recompensa: se cada vez que estiver triste, ansiosa, feliz, cansada, etc, eu achar que posso comer todas as comidas que me der vontade, acabou com tudo. O dia a dia menos “gordinho”, com pouco açúcar, farinha branca, etc, não pode ser visto como martírio. Sacrifício é ter que se privar de tudo, e dieta assim não dura um mês. Sacrifício é ver todo o esforço de se reprogramar indo pelo ralo e ter que recomeçar pela centésima vez.
Acreditar que dá pra se adaptar e reaprender a comer e se exercitar é o foco, que a gente não pode esquecer de jeito nenhum!
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